Terça-feira, 04.01.11

Bom Ano

Chegámos ao novo ano. Não sei se, para todos com alegria ou, pelo menos, com a decisão de o viver saudavelmente.

Parece tão óbvia esta frase.

Até porque saúde é um daqueles desejos que costumamos pedir ao toque das últimas badaladas e, carinhosamente, mais ou menos carinhosamente, pronunciamos nos telefonemas aos nossos amigos, aos mais chegados porque aos outros é através de um qualquer daqueles meios electrónicos da modernidade.

Saúde como antónimo de doença, naturalmente.

Que Deus nos livre duma doença!

É bem verdade.

Mas deixamos muita coisa na mão de Deus, fugindo à nossa quota parte.

Talvez nos falte alguma decisão ou uma verdadeira decisão de viver este ano saudavelmente, de corpo e de espírito, nós humanos por inteiro.

Aliviarmo-nos da carga em que muitas vezes nos deixamos caír, do fatalismo que últimamente nos entra pelos olhos dentro e sobrepor-lhe aquilo que, parecendo pouco, é muito - VIVER.

 

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publicado por portosolidao@sapo.pt às 23:14 link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 07.08.09

O maior presente

 

 

 

 

Voltei às minhas origens. Num repente mergulhei um pouco em sabores que já não sentia há uns tempos.

Os rostos que me esperavam conseguiam reduzir-me à minha pequenez, sentindo-me embriagada naquela serenidade que me confrontava com tudo o que desaproveito ao longo de um ano de batalhas que vou ganhando e perdendo.

A simplicidade, a tranquilidade, a sabedoria de viver com o que se tem e o que vem, sem desânimo, sem contestação. E cada momento se perpetua em total plenitude, em absoluta entrega, mastigando as palavras, os gestos, os olhares.

As opiniões deixam de ter sentido nesta intensidade de vida, nesta absoluta vivência despida de conceitos e preconceitos.

Estou sempre bonita naqueles rostos, sou sempre menina naqueles olhares.

E qualquer pequena coisa que eu possa levar é generosamente agarrada por aquelas mãos que se juntam para receber sem nunca recusar.

Afinal é tão bom sentir que está ali o meu começo.

Regresso com os olhos orvalhados porque quem recebeu o maior presente fui eu.

 

 

publicado por portosolidao@sapo.pt às 21:21 link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 23.03.09

Quando me amei de verdade...

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto. E, então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades. Hoje sei que isso é... Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a livrar-me de tudo que não fosse saudável ... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes. Descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Isso é.... Saber viver!!!
"Não devemos ter medo dos confrontos... Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas."
Charles Chaplin

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