Quinta-feira, 27.05.10

Pontos de interrogação

Hoje gostaria de colocar uma questão em que várias vezes tenho pensado, mas não encontrei ainda uma resposta convincente. Certamente que não há uma resposta; haverá tantas quantas as pessoas envolvidas ou não fôssemos cada um de nós absolutamente único e irrepetível.

Todos sabemos que há pessoas em solidão, nas mais variadas formas de solidão. Muitos sabemos que algumas (muitas? poucas? assim-assim?) não querem que ninguém as "chateie", mesmo admitindo, conscientemente, que têm necessidade de alguém que lhes dê atenção, que "cuide" (no sentido nobre do termo: "a ética do cuidado") dele.

A pergunta que faço é esta: qual ou quais as razões desta recusa "irracional" ou, se preferirmos, incoerente? Receio de invasão da privacidade (da minha casa, do meu ambiente ou da minha "alma"')? Recusa em admitir que somos limitados e, portantos, carenciados (Não haverá aqui algum "pecado de orgulho", tão moderno mas herdado do "velho" Prometeu, que se sentiu capaz de subir ao céu e roubar o fogo a Zeus?)? Rejeição de que só somos pessoas, na sua dimensão integral, se nos sentirmos e fizermos parte de um conjunto de outras pessoas (família, tribo, comunidade local, nação e, em último lugar e mais profundo, da humanidade)? Incapacidade (ou inveja?) de aceitar a alegria (tantas vezes disfarçada ou forçada) que pressentimos nos outros de que apenas vemos o exterior? E os pontos de interrogação podem continuar.

Alguém tem alguma ideia mais acertada que os meus pontos de interrogação?

publicado por portosolidao@sapo.pt às 10:00 link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 11.05.10

Hoje é o primeiro dia

Utilizando o "mote" do poema anterior, não sendo meu objectivo entrar em conceitos estritamente religiosos, vem-me à memória as imagens que vi hoje na televisão, o primeiro dia da visita papal, envolto por um povo que não sei se tem fé ou se procura na fronteira da fé alguma coisa que sente perdida, provavelmente uma outra dimensão da existência que, aos crentes se torna transparente e, aos menos crentes, se torna distante.

Como nada sei ou que sei eu de fé, perder-me-ía em divagações da minha fértil "idiotice".

Prefiro olhar para esse mar de gente que vi no Terreiro do Paço, alguns que riam outros que choravam, não sabendo se as emoções que encheram aqueles corações foram de cristãos mas, certamente, foram de gente que anseia sentir.

 

publicado por portosolidao@sapo.pt às 21:12 link do post | comentar | favorito

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