Sexta-feira, 26.03.10

Solidão

 

 

 

"Andam predadores á solta no altar, camuflados pelo hábito e celibato. O clero esconde o lixo da pedofilia debaixo do tapete."

 

" Ocultação. Cumplicidade. Choque. Dizem-se mensageiros de Deus que cumprem a sua lei, mas tropeçam, sucumbem ao prazer, ao delito, à podridão. São brutais e desumanos. Nauseabundos".

 

" Não será a altura para repensar seriamente a questão do celibato como um eventual agente potenciador de "desvios", de CRIMES?!"

 

 

Escrito por Raquel Pinto no Expresso de 26/3/2010 sob o título " As bestas na santidade da Igreja".

 

 

 

Talvez possamos reflectir sobre isto. O que escrevemos e como escrevemos. O que, seriamente, pensamos.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por portosolidao@sapo.pt às 21:15 link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 24.03.10

Solidão escondida

 

 

 

 

Todos falamos de solidão.

Dessa solidão que nos aperta, que nos afasta, que nos destrói.

Todos sabemos o que é solidão.

De dias enevoados, chuvosos, compridos, seguidos.

Já cada um de nós teve algum momento desses ou muitos momentos desses.

Já cada um de nós teve a experiência de não conseguir falar da sua solidão, de partilhar com outro o que sente.

E são muito diferentes as sensações porque cada um de nós é diferente.

Pensámos neste blog como um sítio de partilha. No anonimato é certo mas talvez mais perto do que alguns dos "amigos" que nos rodeiam.

Vamos insistindo.

Talvez ainda não tenhamos conseguido chegar tão perto assim.

Vamos esperando.

 

publicado por portosolidao@sapo.pt às 22:02 link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 22.03.10

...

 

 

Tive a sorte de conhecer uma mulher extraordinária.

Digo extraordinária como poderia dizer única, singular, especial, grandiosa. Mesmo assim ainda ficaria muito por dizer.

A tranquilidade foi o grande bastão da sua vida.

Em alguns momentos de inquietação, sabia transformá-los numa serenidade absoluta guiada por uma fé inexplicável que lhe trazia sempre o sorriso ao rosto.

Sem conformismo, sem submissão, sem revolta, mas segura, rija, baluarte de gerações a quem transmitiu a absoluta certeza de que cada momento é apenas o momento antes do momento seguinte.

Tive a sorte de conhecer esta mulher que me deu uma lição de vida e a vida como lição, que sabia tocar na felicidade subtilmente como se toca numa flor, que tinha nos olhos a importância de cada gesto e me agarrava com as mãos abertas cheias de amor como se cada despedida nunca fosse o fim.

Que humildade me fica, que tão pouco digo quando falo nela!

 

 

publicado por portosolidao@sapo.pt às 21:12 link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 11.03.10

Tentativa de Solidão

Por meus lados adormecidos, sempre atrás de uma claridade

desci até olhar-me frente a frente.

Escrevo as tristezas com minha velha flauta de sombras

enquanto nos copos de vinho bebo meus diversos rostos.

Sem chorar despojando-me de tantos estigmas mortais

aguardo a alma que fugitiva vem do seu passado

em busca de uma fonte adormecida para descer para a noite.

Quero estar sozinho em meu grande espectro, meus olhares desertos,

meus cantos doem-me porque não findam em seu próprio delírio,

mal reluzo neles, mal vou escorrendo

como o orvalho desce dos olhos das sombras.

Quero ser meu próprio testemunho, a realidade de meu signo,

mas, - que povoado imenso galopa, respira, sofre?

O peito de raiz perturbado está com substâncias alheias.

Vacila esta veia que entra à minha frente vinda do crepúsculo,

tão vasta como o passado de fogo de uma estrela,

deixa-me seus sinais de luz mas seu esconjuro não consegue

que esta fronte asile também nós malignos.

Ah, a alma volte a fugir com os pés gelados do susto,

no meu inetrior com cilício esttou para devolver ao dia.

 

Humberto Díaz Casanueva

Tradução de José Bento

publicado por portosolidao@sapo.pt às 16:09 link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Quinta-feira, 04.03.10

Dez réis de esperança

Se a crueldade perece estar na ordem do dia, faço um apelo à esperança que, me parece, deve estar sempre presente no nosso quotidiano, ainda que, em alguns dias ou momentos, seja apenas uma réstia viva... de que nos fala este nosso poeta.

 

Se não fosse esta certeza

que nem sei de onde me vem,

não comia, nem bebia,

nem falava com ninguém.

Acocorava-me a um canto,

no mais escuro que houvesse,

punha os joelhos à boca

e viesse o que viesse.

Não fossem os olhos grandes

do ingénuo adolescente,

a chuva das penas brancas

a cair impertinente,

aquele incógnito rosto,

pintado em tons de aguarela,

que sonha no frio encosto

da vidraça da janela,

não fosse a imensa piedade

dos homens que não cresceram,

que ouviram, viram, ouviram,

viram, e não perceberam,

essas máscaras selectas,

antologia do espanto,

flores sem caule flutuando

no pranto do desencanto,

se não fosse a fome e a sede

dessa humanidade exangue,

roía as unhas e os dedos

até os fazer em sangue.

                                António Gedeão

publicado por portosolidao@sapo.pt às 03:09 link do post | comentar | favorito

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