Não temos respostas

Mas temos muitas perguntas.

E se as respostas fossem fáceis, nem quase faríamos perguntas. Era óbvio, simples, linear.

Mas nada é óbvio, simples, linear em nós mesmos.

Nós, os homens, as mulheres, enredamo-nos em todas as complexidades e seguimos em frente, jorrando-nos em desesperos pelas nossas dúvidas, as nossas interrogações, emaranhando-nos nas dificuldades que descobrimos ou inventamos.

Por isso mesmo, somos humanos.

Por isso mesmo rejeitamos a nossa simplicidade.

Vamos escolhendo fracas respostas mas sempre, sempre, muitas perguntas.

 

publicado por portosolidao@sapo.pt às 22:13 link do post | comentar | favorito